ESPERANÇA NO DESERTO

ESPERANÇA NO DESERTO

Todas as vezes no meio do ano comemora-se o São João, em homenagem ao profeta João Batista. João nasceu de uma mulher estéril. O antigo profeta Isaías já falava sobre ele como uma “voz que clamava no deserto”, preparando o caminho da chegada do Messias, Jesus. Há algumas coisas sobre João que nos ensinam muito. Ele dizia abertamente ser um ator coadjuvante. Abertamente falava que não era o Cristo e que nem era uma nova manifestação de outro antigo profeta: Elias. Ele era essa simples “voz” que declarava: – “Importa que Ele (Cristo) cresça e que eu, diminua” (Jo 3:30). João não tinha vaidade, se comportou ao oposto de Lúcifer. Não via beleza em si mesmo que pudesse se comparar à beleza do Cristo, que merecesse algum protagonismo. João nos ensina que somos espectadores e no máximo assistentes das obras de Deus, que faz tudo em todos.

João assumiu a missão de ser uma ponte para Jesus do deserto. Essa “voz” lembrava o povo de Deus da época que eles eram errantes peregrinos desprotegidos. O deserto foi o lugar dos quarenta anos de peregrinação, nos quais Deus proveu conforto e alimento, enquanto eles habitavam em tendas, não tinham muros, estando à mercê de saqueadores e animais peçonhentos. Naquele tempo, Israel entendia o quanto dependia de Deus e precisava de alguém do deserto para revelar que o Messias gostaria de encontrar corações dependentes e sem barreiras para aceitar a mensagem de salvação. E hoje também é assim. Nossos corações precisam estar abertos e cheios de fé para alcançarmos tudo o que Deus tem pra nós.

Por fim, João chegou no momento em que não apareciam profetas há 420 anos. Durante estes anos, muitos falsos messias e falsos profetas apareceram e fizeram com que o povo ficasse radicalmente cético. João passou a batizar pessoas e chamarem elas a confessarem seus pecados, chamando assim atenção para a necessidade de que precisavam renovar as esperanças e a fé, pois a redenção estava próxima. João não batizou somente com água, batizou com esperança, aqueles que jaziam na incredulidade. Assim hoje, precisamos abandonar toda frieza e desconfiança. “Não há maior ofensa que possamos fazer a Deus do que a falta de fé”: já dizia Lutero. Quando não acreditamos em uma pessoa não temos respeito por ela. Por isso Deus nos exige confiança total.

Faça como João nos ensinou! Deposite sua expectativa em Cristo. Jesus prometeu estar conosco todos os dias, prometeu retornar para estarmos para sempre com Ele. Confie que está nas mãos certas, que seu futuro é o melhor, quando em dependência e fé, você entregar tudo ao Senhor.

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