O primeiro amor

O primeiro amor

Quando nos convertemos a Jesus, vivemos um momento chamado de primeiro amor. É quando descobrimos a vida nova em Cristo, a relação com o Espírito de Deus, uma alegria especial, um sentido de vida; contudo, ao longo do tempo, vamos nos acostumando com a nova identidade, os relacionamentos de irmandade, os cultos aos domingos e tudo mais. Isso pode nos fazer esfriar…

A relação com Deus está para muito além de uma vida de hábitos religiosos, ela é algo dinâmico, cheio de novidades; afinal, trata-se de uma interação entre um Pai eterno, no qual reside todos os segredos da sabedoria e ciência, e alguém necessitado, carente de conselhos e direcionamentos. Para “segurar” essa chama de amor, é necessário chegar a essa consciência.

Paulo nos dizia: “[…] não tomem a forma do mundo, mas se transformem pela renovação da mente”. (Rm. 12.2). Ficar estático tem como consequência retomar a forma do mundo. Pensemos como um recipiente e um líquido que precisa constantemente ser agitado para não tomar a forma deste recipiente. Nós somos esse líquido. Enquanto a vida cristã é inicial, temos a força dinâmica da novidade; mas ao longo do tempo precisamos enxergar outros meios de dinamizar nossa vida espiritual.

É preciso que falemos do evangelho. Não pode um rio ser contido, sua água fica aprisionada e suja. O “rio de água viva” que flui de nós não pode ser represado, sob pena de ser uma força contrária ao nosso dinamismo espiritual. É preciso estar em comunhão. Estimularmos uns aos outros é um preceito gerador de dinamismo e crescimento, que Paulo também nos ensina e somente é possível se permanecermos juntos, em comunhão. É preciso que tenhamos íntimo relacionamento com Deus e com a Sua Palavra. Nossa intimidade com Deus é a nascente desse rio que flui de dentro de nós, abrir mão disso é estar seco; e sem fluidez, não há dinamismo. Da mesma forma, a Palavra de Deus nos sustenta o espírito, tornando-o robusto e preparado para lutar contra a cultura paralisadora do mundo.

Seguindo isso, poderemos cultivar este primeiro amor para o resto da vida ou retoma-lo caso ele tenha se perdido. Cristo adverte à Igreja de Éfeso (Ap. 2. 1-7) para que retorne ao primeiro amor, diz o texto “[…] retorna de onde caíste”. Isso significa que a saída do primeiro amor é uma queda da qual é preciso se recuperar. Se este é seu caso, retorne sem demora, pois Deus lhe quer perto. Volte a estar com os irmãos, a orar, a ler a Bíblia. Logo seu coração se encherá de paz, vida e fogo; agora com mais maturidade.

Deus lhe abençoe, no amor do Pai!

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