“Vós, Somente Vós” – Sois o Sal da Terra!

"Vós, Somente Vós" - Sois o Sal da Terra!

“Vós sois o sal da terra. Mas se o sal perder o seu sabor, como restaurá-lo? Não servirá para nada, exceto para ser jogado fora e pisado pelos homens.” (Mateus 5: 13)

Conseguem enxergar a descrição perfeita de um crente neste verso? Não somente o que ele é, como deve ser e agir, mas também o mundo que ele está inserido?

Se considerarmos que a terra é a humanidade que ainda não foi regenerada em Cristo, este mundo entregue a si mesmo, é algo que só tende a piorar.

Existem os micróbios da maldade, germes, agentes infecciosos e bacilos no próprio corpo da humanidade; e, a menos que sejam neutralizados, causarão enfermidades gravíssimas.

 

“Vós e somente vós”, sois o sal da terra”.

O que Jesus está querendo afirmar com estas palavras?

Nos versículos 3 até ao 12 do capítulo 5, Jesus vinha delineando o caráter do crente (Bem-aventuranças).

Mas aqui, no versículo 13, Ele vai adiante e começa a aplicar as descrições daquilo que devemos ser:

Tendo considerado o que o crente é, agora Ele passa a considerar, de que maneira o crente deve manifestar a sua nova natureza.

O crente não é uma pessoa que vive isolada. Ele está no mundo, embora não pertença ao mundo; e ele mantém uma certa relação para com o mundo.

Nós somos pessoas essencialmente diferentes de todos, assim como o sal difere do material ao qual é aplicado. Uma espécie separada, incomparável e destacada. Em nós deve existir alguma coisa que distinga de todas as outras pessoas, alguma coisa que possa ser perceptível e reconhecida.

Então, neste contexto de terra, de mundo, qual é mesmo a nossa função como sal?

Por demasiadas vezes, respondi que a função consistia somente em emprestar higidez à matéria a ser salgada, ou seja, o sal teria uma função transmissora de vida, de saúde e conservação.

Sim, mas a função do sal não consiste apenas em transmitir higidez; a principal função do sal é a de preservar, impedir a decomposição. Ou seja, a função mais destacada do sal, é muito mais significativa do que temperar e dar sabor.

Devemos indagar por quantas vezes temos cumprido o nosso papel, como agentes que estão aqui a fim de impedir esse processo de putrefação e decadência do mundo.

A atuação da igreja como sal da terra deve ser num sentido muito mais pessoal. Cada crente agindo através de sua vida, como indivíduo, através do seu caráter, simplesmente por ser o homem que é, em cada área na qual se encontre.

Deixa eu lhe dizer uma coisa, basta ser o que você é “um crente”, e através de sua vida, de seu caráter e de seu comportamento, estará “controlando” o mal que se manifesta nas pessoas ao seu redor, onde quer que esteja no momento, inclusive na qualidade de cidadão do país onde vive.

Devemos nos certificar que possuímos essa qualidade essencial representada pelo sal, e que, por causa do que somos, sirva de repressor, de controle, de combate, que atue sobre a sociedade, preservando-a de uma imundícia inundante.

A principal dificuldade é que há um número reduzido de pessoas verdadeiramente convertidas, e que alguns de nós não exibem as qualidades que são simbolizadas pelo sal com intensidade suficiente. O nosso sal tem perdido o seu sabor, em todas as classes; e não mais estamos influenciando e “controlando” nossos semelhantes incrédulos.

Me permita fazer esta comparação: Quando, eu e você, crentes autênticos, salvos pelo sangue de Jesus, trabalhamos como um simples operário, e estamos sendo transformados dia a dia pelo Espirito Santo, “eu e você”, afetamos todas as pessoas ao nosso redor.

É dessa maneira que podemos agir como sal da terra, em uma época como a nossa.

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